
29 dezembro, 2010
Quando a coisa muda de figura...

17 setembro, 2010
Perdão.

16 setembro, 2010
Ame com amor...


Amo com “amor” .
13 setembro, 2010
Outonos e primaveras...
02 setembro, 2010
Sobre a felicidade de "vir e ir".
Olá amigos,
Em meu último post deixei aqui registrado o meu contentamento por estar na Suécia e também pelo meu retorno ao Brasil. Isto pois em 28 de setembro, estarei voltando com minhas pequenas enquanto marido terminará até dezembro o projeto proposto. Alteramos os planos antecipando significativamente nossa volta, já que os “ventos” seguiram por outra direção.
Quem me conhece sabe o quanto relutei para deixar o País, os que amo, o aconhego do meu lar, a estabilidade no emprego, para enfrentar o desconhecido. E não me arrependo em nada. Faria sim, tudo outra vez.
Olhando em retrospecto, consigo enxergar muitos aprendizados mesmo diante dos obstáculos vividos e também muitas situações externas e internas que me deixaram pra lá de FELIZ.
Então vamos lá,
O que eu aprendi?
O que realmente me fez feliz na Suécia?
- Estar em família,
- A companhia diária do marido no almoço e todas as noites conosco já que nunca tivemos isso desde que nos casamos (é pesquisador e professor universitário no Brasil trabalhando 3 períodos),
- Dividir em família as preocupações, as alegrias, as expectativas e vitórias,
- Cozinhar com tempo e disposição diariamente para marido e filhas ,
- A proximidade e cumplicidade entre as minhas filhas,
- Estamos mais unidos e fortalecidos enquanto casal e família,
- Compreendo hoje que preciso investir no aprendizado de uma segunda língua antes que marido invente uma próxima mudança,
- Que posso consumir menos e planejar mais,
- Caminhar de bicicleta com o vento no rosto, sentindo-me literalmente livre e feliz,
- Andar a pé pelas ciclovias de Lund comendo maçãs, ameixas e amoras fresquinhas colhidas pelo caminho,
- Todos os lugares e pessoas que conheci,
- Que posso sim, superar um grande medo como o de andar de navio,
- Ver a Bia e a Laurinha cantarolando e caminhando de bike pelas ciclovias de Lund,
- Fazer piquiniques na praia e na grama,
- Ouvir o "silêncio" das ruas , dos lugares e dentro de mim,
- Brincar de casinha, cabelereira e de mamãe e filhinha,
- Não ter hora e data para cobranças e entregas burocráticas desvairadas,
- Que posso e consigo muito mais do que penso em realizar,
- Ter uma família e amigos que nos ama e nos completa, faz toda a diferença quando nos sentimos vulneráveis e frágeis,
- Contemplar e respirar a natureza em cada uma de suas fases faz bem à saúde,
- Sentir-me segura porém livre.

30 agosto, 2010
Quase outono e o verão volta a acontecer aqui dentro...
Enquanto isso
Na pequena Lund
O sol aparece acanhado,
Frio, gelado,
Ríspido

Ainda assim
Meu coração
Guarda aqui dentro
Recordações bem quentes,
Aguarda o outono
Em clima pra lá de tropical
Uma mistura de sentimentos
Invade a alma
Pra mim,
O céu azul,
Claro e quente
Aparece agora
Mais aberto do que nunca
Martens Fälad, Lund
É tempo de plantar
A vida é feita de fases
Está na hora de grandes mudanças!
19 agosto, 2010
Autoestima.
Pôr do sol, Helsinki, Finlândia, por M. Moraes
Não é um movimento nada fácil, tenho muito o que aprender com aqueles que já viveram muito mais do que eu, também tenho minhas crenças e a garantia de ter uma família que me ama. Isso faz muita diferença na minha história de perseverança. Minha autoestima está na minha essência, naquilo que sou e que busco ser. Na minha capacidade de amar e no contato com a minha verdade é que estarei mais próxima do que tanto almejo, longe de armadilhas e de tudo que me afaste dela. E assim vou eu.....buscando me autoconhecer para me amar.....
"Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada...
Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas.
A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro..."
Clarice Lispector
*Este texto participa da Blogagem Coletiva sobre "Sentimentos e Emoções" organizado pela Glorinha de Lion do blog: Café com Bolo.
25 julho, 2010
Cata - "ventos" nórdicos, por Márcio Moraes
20 julho, 2010
Pensamentos pedagógicos...
Alguns dos muitos jornais gratuitos no trem que
por enquanto apenas uso para "ler as imagens".
Muitos não tem acesso a um bom jornal escrito, a uma obra literária, e estão cada vez mais substituindo o uso de bibliotecas pela pesquisa inadequada na internet já que para realizá-la não basta apenas digitar o assunto no google ou em outro qualquer. É necessário ter desenvolvido competências para encontrar corretamente o que deseja além de saber ler é claro.
A Tv aberta "ensina" (lê-se emburrece), que precisamos buscar cada vez menos os estudos. Alguns dos meus alunos chegaram a dizer diversas vezes que queriam ser ladrão como o personagem tal que já foi preso e tem tudo o que quer. Ou que o salário de um traficante é bem maior do que o do fulano que trabalha o dia todo em uma doceria.
Comecei a refletir sobre isso pois em diferentes locais públicos o que não falta por aqui são jornais distribuídos a vontade dentro de uma estrutura bem planejada para atingir aqueles que utilizam frequentemente os meios de transporte urbano. Estes jornais são um resumo do noticiário do dia anterior e possuem uma linguagem simples com formatos acessíveis e práticos. Pesquisas apontam que os mesmos contribuem para o aumento dos hábitos de leitura admitindo ainda que instigam o desejo pela leitura sobretudo em jovens e adultos de classe mais baixa. Este hábito de leitura pode ainda alargar o desejo das pessoas em buscar mais e melhores fontes de leitura. Outra vantagem que os gratuitos oferecem é que eles vão ao encontro do leitor. Além dos jornais ainda vejo pessoas sempre lendo um livro. Dias desses uma menininha de colo com meses de idade imitava os pais com o jornal de cabeça pra baixo tentando "ler" no ônibus . Exemplos geram atitudes.
Pensando em voz alta, somos nós educadores todos co-responsáveis pelos alunos que não leêm com proficiência. A leitura não poderá ser usada em nossas aulas como pretexto (e estou me incluindo) , precisa fazer sentido para que construam conhecimento, sejam capazes de resolver seus próprios problemas e exerçam seu papel de cidadão com sabedoria e destreza. Ao menos isso já que infelizmente há falta de oportunidades e de investimento em nosso país... Educação ainda não é prioridade.....Uma pena!








